
{"id":2170,"date":"2017-03-31T11:28:24","date_gmt":"2017-03-31T15:28:24","guid":{"rendered":"http:\/\/cebem.org\/?p=2170"},"modified":"2017-03-31T11:28:24","modified_gmt":"2017-03-31T15:28:24","slug":"arranjos-urbano-regionais-no-brasil-uma-analise-com-foco-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cebem.org\/?p=2170","title":{"rendered":"Arranjos Urbano-Regionais no Brasil: uma an\u00e1lise com foco em Curitiba"},"content":{"rendered":"<p>A reflex\u00e3o sobre arranjos urbano-regionais, uma categoria es\u00adpacial h\u00edbrida, complexa, em expans\u00e3o cont\u00ednua, se mostra necess\u00e1ria no contexto da propaga\u00e7\u00e3o de configura\u00e7\u00f5es urbanas cada vez mais estendidas, caracterizadas como grandes aglomera\u00e7\u00f5es, algumas vezes aglutinadas a outras, conformando grandes regi\u00f5es urbanas. O tema, que j\u00e1 foi objeto de an\u00e1lise de Lefebvre (1991), ganhou recentemente destaque na obra de Neil Brenner, \u201cImplosions\/explosions. Towards a study of planetary urbanization\u201d, publicada pela Jovis, Berlin, em 2013. Brenner mostra que desde o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o industrial vem se dando uma metamorfose urbana, com uma completa descaracteri\u00adza\u00e7\u00e3o da \u201ccidade\u201d como entendida em suas origens. No movimento apontado por Lefebvre, de implos\u00e3o e explos\u00e3o da cidade, percebido em uma din\u00e2mica de expans\u00e3o cada vez mais universal, \u201caglomera\u00e7\u00f5es se formam, se expandem, se contraem e se transformam de maneira cont\u00ednua, por\u00e9m sempre por interm\u00e9dio de densas redes de rela\u00e7\u00f5es com outros lugares, territ\u00f3rios e escalas, inclu\u00eddos os \u00e2mbitos tradi\u00adcionalmente classificados como alheios \u00e0 condi\u00e7\u00e3o urbana\u201d (Brenner, 2013, p.61). Tal movimento confirma a advert\u00eancia de Lefebvre de que j\u00e1 foi cruzado o ponto cr\u00edtico da urbaniza\u00e7\u00e3o completa e que ago\u00adra, embrenha-se na \u201curbaniza\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria\u201d, como resgata Brenner.<\/p>\n<p>Mesmo sob uma l\u00f3gica comum, especificidades locais dessas no\u00advas aglomera\u00e7\u00f5es formatam unidades diversas, para as quais se atribui um amplo leque de voc\u00e1bulos, muitas vezes compostos e quase sempre associados \u00e0 ideia original de cidade. Sobre eles, o pr\u00f3prio Brenner (2013, p.16) conclui que \u201cde fato, muitos termos t\u00eam sido postos para rotular a cidade como unidade em quest\u00e3o \u2014 metr\u00f3pole, conurba\u00e7\u00e3o, cidade-regi\u00e3o, \u00e1rea metropolitana, megal\u00f3pole, zona megapolitana e assim por diante \u2014 e estes refletem adequadamente a mudan\u00e7a de limites, morfologias e escalas dos padr\u00f5es de assentamento humano\u00bb. A denomina\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u201carranjos urbano-regionais\u201d, inclui-se entre esse conjunto de termos.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o dessas novas configura\u00e7\u00f5es espaciais, sugere Brenner que no plano te\u00f3rico a compreens\u00e3o do urbano pressup\u00f5e ultrapassar a condi\u00e7\u00e3o socioespacial limitada, nodal e relativamente fechada em si mesma, em favor de uma concep\u00e7\u00e3o processual, territorialmente diferenciada, morfologicamente vari\u00e1vel e multiescalar, constru\u00edda a partir de v\u00e1rios conceitos, m\u00e9todos e assigna\u00e7\u00f5es. Uma concep\u00e7\u00e3o li\u00adgada sobretudo ao enfoque de Lefebvre, em sua busca por superar a brecha urbano\/n\u00e3o urbano, para desenvolver uma nova vis\u00e3o da teo\u00adria urbana, sem um \u201cfora\u201d.<\/p>\n<p>O conte\u00fado desta pesquisa, conclu\u00edda em 2009, oferece elemen\u00adtos emp\u00edricos para essa proposi\u00e7\u00e3o. Alguns de seus aspectos espec\u00edfi\u00adcos j\u00e1 foram objetos de publica\u00e7\u00f5es pela autora em anais de eventos, peri\u00f3dicos e cap\u00edtulos de livros. Da mesma forma, alguns dos arranjos urbano-regionais tornaram-se temas de investiga\u00e7\u00f5es por pesquisado\u00adres nacionais e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. Em todos os casos, os resultados confirmaram a natureza e as caracter\u00edsticas anteriormen\u00adte apontadas. No momento da divulga\u00e7\u00e3o dos resultados do Censo 2010, foi atualizada a an\u00e1lise fatorial que sustentou o processo identi\u00adficador das unidades em territ\u00f3rio nacional, confirmando os arranjos urbano-regionais e ampliando seu universo com algumas aglomera\u00ad\u00e7\u00f5es urbano-regionais e arranjos espaciais singulares.<\/p>\n<h4><a href=\"http:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net\/images\/abook_file\/arranjoscuritiba_rosamoura_2016.pdf\" target=\"_blank\"><strong>M\u00e1s informaci\u00f3n<\/strong><\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reflex\u00e3o sobre arranjos urbano-regionais, uma categoria es\u00adpacial h\u00edbrida, complexa, em expans\u00e3o cont\u00ednua, se mostra necess\u00e1ria no contexto da propaga\u00e7\u00e3o de configura\u00e7\u00f5es urbanas cada vez mais estendidas, caracterizadas como grandes aglomera\u00e7\u00f5es, algumas vezes aglutinadas a outras, conformando grandes regi\u00f5es urbanas. 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